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Nomofobia em adolescentes exige atenção e novos hábitos

O impacto do medo de ficar sem celular na vida dos jovens

02/06/2025

Ansiedade, irritação, dificuldade de concentração e necessidade constante de checar notificações, mesmo sem alertas. Esses são sinais comuns da nomofobia — o medo de ficar sem acesso ao celular. Embora ainda não seja considerada um transtorno mental oficial, essa condição tem chamado a atenção de especialistas por causar impactos reais na saúde emocional, social e escolar, especialmente entre adolescentes.

O cérebro nessa faixa etária ainda está em formação, o que torna os jovens mais suscetíveis à busca por recompensas rápidas e estímulos constantes. O uso do celular ativa a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, criando um ciclo de dependência digital. Quanto mais tempo passam conectados, maior é a dificuldade em se desconectar, mesmo quando não há uma necessidade real.

De acordo com Irmã Luci Rocha de Freitas, diretora geral do Colégio Santo Antonio de Lisboa, em São Paulo, é importante que as famílias reflitam sobre o uso do celular no dia a dia. “O equilíbrio entre o digital e o real precisa ser cultivado em casa, com hábitos que priorizem a convivência, o descanso e a concentração”, ressalta.

Durante a pandemia, o uso de celulares e outros dispositivos aumentou consideravelmente. Mesmo após a retomada das aulas presenciais, muitos adolescentes mantiveram a rotina de passar várias horas conectados. O resultado tem sido a dificuldade de foco em sala de aula, insônia, irritabilidade e até o isolamento social. O excesso de tempo nas telas não apenas atrapalha o rendimento escolar como pode prejudicar o desenvolvimento de habilidades emocionais e de convivência.

Algumas medidas simples podem ajudar a reverter esse cenário. Estabelecer horários sem uso de telas, principalmente à noite; deixar o celular fora do quarto; incentivar atividades presenciais com amigos; e promover conversas francas sobre o uso consciente da tecnologia são atitudes eficazes. Também é fundamental que os adultos sirvam de exemplo: o comportamento dos pais influencia diretamente os hábitos dos filhos.

Além disso, é possível utilizar aplicativos que monitoram o tempo de uso e ajudam a identificar padrões nocivos. Em casos mais graves, em que a nomofobia compromete o bem-estar do jovem, o acompanhamento psicológico pode ser necessário.

Combater a nomofobia é mais do que limitar o tempo de tela — é educar para a autonomia, o foco e o autocuidado. O celular pode continuar sendo uma ferramenta valiosa, desde que usado com consciência e equilíbrio. Para saber mais sobre nomofobia, visite https://www.em.com.br/app/noticia/educacao/2023/03/17/internas_educacao,1470225/nomofobia-o-que-e-e-por-que-prejudica-tanto-criancas-e-jovens.shtml e https://lunetas.com.br/nomofobia-vicio-celular/

 


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