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04/04/2025
Jogos com regras simples, desafios com tempo determinado e dinâmicas em grupo são recursos que, além de divertir, ensinam a criança a manter o foco em uma tarefa até que ela seja concluída. Atividades lúdicas têm o poder de desenvolver a atenção de maneira leve e eficaz, sem a pressão de métodos mais formais. A relação entre brincar e aprender a se concentrar é direta: quanto mais envolvente a brincadeira, maior a chance de a criança exercitar sua capacidade de atenção.
O desenvolvimento da atenção exige prática. Brincadeiras como jogos de memória, quebra-cabeças, dominó e até pega-pega contribuem para fortalecer essa habilidade essencial. Esses momentos exigem que a criança esteja atenta aos movimentos, às estratégias e às ações dos colegas. A necessidade de lembrar, organizar pensamentos e seguir regras estimula as funções executivas, fundamentais para o bom desempenho escolar.
“Brincar é uma forma natural de aprender. Quando a criança está envolvida em uma atividade lúdica, ela está, ao mesmo tempo, aprendendo a organizar ideias, priorizar ações e respeitar limites”, explica Irmã Luci Rocha de Freitas, diretora geral do Colégio Santo Antonio de Lisboa, de São Paulo. Segundo ela, isso tem reflexos diretos no comportamento em sala de aula.
O uso de jogos estruturados é especialmente eficaz quando se deseja estimular a concentração. Atividades como caça-palavras, tangram, palavras-cruzadas ou jogos de raciocínio lógico fazem com que a criança precise manter a atenção para alcançar o objetivo proposto. Essa prática repetida contribui para o aumento da resistência mental, ou seja, da capacidade de permanecer focado por mais tempo.
O brincar livre, mesmo sem regras definidas, também tem um papel relevante. Ele favorece a autonomia, dá espaço para a imaginação e reduz a tensão emocional. Ao se sentir mais tranquila e segura, a criança tende a se concentrar melhor em momentos posteriores. Essa liberdade criativa, quando respeitada e orientada, pode resultar em ganhos importantes para o processo de aprendizagem.
Brincadeiras que envolvem narrativas, como teatro de fantoches, contação de histórias e dramatizações, ajudam as crianças a treinarem sua escuta atenta e a capacidade de seguir o enredo. Esse tipo de atividade estimula o foco sem que isso seja imposto, o que é especialmente importante em idades mais baixas.
“As brincadeiras mostram à criança que prestar atenção pode ser prazeroso e desafiador ao mesmo tempo”, afirma Irmã Luci Rocha de Freitas. Essa percepção contribui para quebrar a ideia de que concentração é algo cansativo ou exclusivamente ligado aos estudos, facilitando o engajamento nos momentos formais de aprendizagem. Para saber mais sobre brincadeiras, visite https://www.ninhosdobrasil.com.br/aprender-brincando e https://neuroconecta.com.br/como-estimular-a-aprendizagem-por-meio-de-brincadeiras/#google_vignette